domingo, 20 de março de 2011

Domingos

Há uma música, que se chama Domingo, de autoria de Roque Ferreira, interpretada por Maria Bethania que diz: "domingo eu não choro... domingo eu não sofro... domingo eu sou de paz e alegria".
Apesar da letra otimista, a melodia é triste e no final há um solo de acordeón (creio eu) que nos faz sentir uma enorme melancolia.
Pois é! Domingo foi, durante muitos anos, o dia mais melancólico na minha vida. Houve um tempo em que eu ficava de mau humor das 18:00 horas do domingo até pelo menos, o meio dia da segunda feira. Tinha dificuldade até para ouvir a voz de alguém!
Descobri em terapia que aquilo não era mau humor, mas uma reminiscência angustiada de um período em que eu fiquei em um colégio interno e que o único dia em que recebia visitas da família, era domingo. Então, quando eles iam embora - por volta das 18:00 horas - eu, apesar da pouca idade (cerca de 3 anos) sabia que teria que esperar muitos dias para vê-los novamente! Credo! Só de pensar nisso tenho vontade de chorar!
Depois que descobri isso e me dei conta que adulta eu poderia transformar qualquer dia em domingo, se quisesse, melhorei um pouco. Agora só tenho a melancolia dominical que todas as pessoas têm! Não é mais patológica.
Mas porque foi mesmo que eu comecei a falar disso? (Olha a idade da mente, aí, gente!).
Lembrei! É que geralmente, aos domingos é o dia que menos consigo estaratoa! Meu companheiro de jornada, o Ercio, adora uma programação. Almoço, cinema,  visitas à família, às vezes pequenas viagens... Não que eu não goste! Isso não é uma reclamação, apenas uma constatação.
Ou seja, eu que estou pretendendo fazer nada, justamente aos domingos quando todos estão flanando, estou em plena atividade!
E aí, penso que talvez isso seja a verdadeira liberdade: poder escolher o momento de estaratoa!
Té mais!
 

Um comentário:

  1. Eita...chorei...vc é abençoada hoje, mas já teve uma vidinha bemmmmm triste.

    Te amo, conte sempre comigo

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